sábado, 20 de fevereiro de 2010

O 1º Poço de Petróleo

O primeiro poço de petróleo é perfurado em 1859, por Edwin Drake, em Titusville, na Pensilvânia. Muita gente, décadas mais tarde, fica com a impressão de que o petróleo aparece na hora certa para ficar no lugar do óleo de baleia, para uso culinário e de transporte, que está quase a acabar.
A realidade, porém, é que há muitos tipos de óleo combustível e comestível na Europa e nos Estados Unidos: vegetais (amendoim, semente de soja e óleo de pinheiros), óleos animais (de castor, baleia, sebo de boi e porco), terebintina refinada e álcoois (especialmente de madeira (metanol) e grãos (etanol)).
De todos, o mais comum nos Estados Unidos é o canfeno, ou, na linguagem mais popular, “fluido de queima”, uma mistura de álcool e de 20% a 50% de terebintina (para dar cor à chama), mais algumas gotas de óleo de cânfora para mascarar o desagradável cheiro de terebintina. O álcool é a base de indústrias de destilarias, que geralmente vendem até 80% da sua produção ao mercado de combustíveis.
Em 1861, milhares de destilarias americanas produzem pelo menos 420 milhões de litros de álcool para iluminação, todo o ano. A guerra civil traz um imposto sobre esse combustível, quando usado em bebidas, mas como a lei não é específica, o imposto é aplicado também para fins industriais e gerais, tornando o seu uso como combustível inviável praticamente do dia para a noite.
O querosene, palavra que significa literalmente “combustível solar”, é bom, não é volátil demais, dá boa iluminação, é razoavelmente barato e fica no lugar do álcool. O futuro das destilarias é agora muito conturbado. Os problemas da indústria americana de álcool podem ser imaginados quando se lembra que nos 33 anos anteriores, pede e recebe cinco patentes, e agora, só nos próximos seis anos, recebe 32. Depois desse período, não há mais pedidos de patentes para “fluidos de queima”. Na Europa, não havendo as mesmas circunstâncias, o querosene aparece bem mais devagar.

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