quarta-feira, 20 de maio de 2009

São Paulo “Tuesday Night”:

Foi com alguma surpresa que descobri as grandes noites de 3ªFeira no Sambódromo em São Paulo (Brasil). Sem dúvida a maior exposição de carros clássicos a que fui, mas o que mais me espanta é que é assim TODAS as 3ªFeiras (excepto no Carnaval em que a exposição é divergida para um parque também no Sambódromo mas muito mais pequeno).

Aconselho vivamente esta visita nocturna. Do Hotel em que ficamos levamos cerca de 15-20 minutos de táxi e a corrida fica entre 20-30 BRL. A exposição começa às 19H00 e prolonga-se até às 23H00 aproximadamente. A entrada do público é feita na Av. Olavo Fontoura (Sambódromo), Portão 28 e custa 5 BRL.

Além dos carros em exposição, têm também dezenas de bancas de peças auto e automobília em geral, ladeadas pelas diversas bancas de comes e bebes (o famoso churrasquinho e chope brasileiro).



A maioria dos carros em exposição e venda são fuscas, pumas e outros de fabrico nacional e americanos. Os mais vulgares estão dispostos no início do recinto num grande parque de estacionamento, depois, as máquinas mais emblemáticas perfilam-se nas arquibancadas até à exposição de vários carros “turbinados”. Estes últimos deixam qualquer um boquiaberto, pois é impossível fechar a boca com o volume de som por eles emanado, além de que é sempre divertido ver um carro aos pulos assistido por controle remoto num grande sistema hidráulico de suspensão.

Vejam os sites e comprovem:

http://www2.autoshow.com.br/antigoseespeciais/

http://www.reginaldodecampinas.com/gallery2/main.php?g2_itemId=12481

Abaixo estão algumas fotos minhas, mas peço desculpa pela qualidade inferior, pois foram tiradas com o telemóvel:




















quinta-feira, 30 de abril de 2009

1º Encontro do C4

Diz a tradição que "...casamento molhado é casamento abençoado”. Logo não poderíamos ter começado melhor. Numa manhã chuvosa, apresentaram-se no local combinado os primeiros “aviadores” com as suas maravilhosas máquinas. Dos presentes apenas um, eu, borregou na final curta e viajou no seu contemporâneo em vez de levar o seu clássico. Como só se explica quem perde, não me vou alongar mais.


O parque do restaurante da Serafina em Monsanto engalanou-se com tamanha demonstração de bom gosto. Marcaram presença neste 1º encontro do C4-Crew Classic Car Club os seguintes carros: STUDBAKER Champion Coupé de 1939, CITRÖEN 2CV de 1988, FIAT 124 Spider de 1973, ALFA ROMEO 1750 de 1968, MGB de 1965 e um AC Shelby Cobra (Réplica) de 1996.



Após alguns momentos de contemplação das máquinas, dirigimo-nos para o repasto que foi servido em quantidade e qualidade. O tema de conversa foi monopolizado pela paixão automóvel e aeronáutica. Excelentes contactos e trocas de informações foram passados entre os presentes. Estes dados foram sendo registados pela organização, de forma a que outro sócios que não puderam estar presentes a possam ver no nosso blog.



Foi manifestada vontade de se repetir a iniciativa mensalmente, ficando já agendado novo almoço para o dia 29 de Maio de 2009 no mesmo local.


Bem hajam a todos os que se deslocaram a Monsanto, bons voos e melhores aterragens.



As fotos:

















Citröen DS 21 I.E. Pallas

O que faz um “Alfista” com um “DS”???? Nem eu sei, mas a verdade é que o tenho e gosto do carro, ou melhor... acho-lhe graça! De facto a filosofia da Alfa e da Citröen são completamente diferentes.

Lembro-me de ver na minha infância, no princípio dos anos 80, muitos "bocas-de-sapo". O parque automóvel era velho e era frequente avistar carros esquisitos e/ou diferentes, era o caso do “sapo”. Apesar de ser velho tinha de facto um espírito novo, aquelas linhas e aquelas inovações técnicas faziam dele um "cota" baril.

Os faróis direccionais, a suspensão hidropneumática, a direcção assistida, os travões assistidos, a caixa semi-automática, a injecção electrónica, o extremo conforto geral, a excelente pele dos bancos, exagero de cromados e o desenho (de um italiano Flaminio Bertoni!!!), são atributos que me fazem olhar para este carro com outros olhos, visto que saiu da fábrica no ano de 1969.
"Déesse" é deusa em francês e de facto em 1955, aquando do seu lançamento, o público ficou espantado com tamanha divindade e logo as encomendas superaram a produção. Foi sem dúvida um carro inovador e talvez por isso foi considerado o carro do Sec. XX. O “DS” estava para o mundo automóvel assim como o Concorde estava para o mundo aeronáutico, velozes, confortáveis, franceses e ambos rompiam com o tradicional... O que estava a dar era o "avant-garde", eram sem dúvida projectos de um futuro distante na presente realidade.

O meu exemplar é um DS 21 I.E. Pallas e foi pertença do director da Citröen em Portugal. O carro foi-lhe oferecido pela marca em 1969. Penso que tenha sido dos primeiros, senão o primeiro, de injecção a vir para o nosso país. O carro pouco andou, tem apenas 68500 Km, comprovados pelo livro de revisões e só lhe arranjei umas ferrugens e pintei-o recentemente, de resto está tudo igual, nunca lhe mexi nem na mecânica nem nos interiores.

Foi o carro que salvou o General Charles De Gaulle do atentado. Mesmo com um furo o carro portou-se muito bem e trouxe o presidente da França são e salvo.

Interiores:










Suspensão em cima e em baixo:











“Master Warning”, “Master Caution”!
A grande luz de “STOP” no centro do painel significa que se continuarmos a viagem pudemos ficar sem travões, sem direcção, sem caixa e sem suspensão. Problemas de hidráulicos, muito provável “Direct Law”!