quinta-feira, 30 de abril de 2009

Citröen DS 21 I.E. Pallas

O que faz um “Alfista” com um “DS”???? Nem eu sei, mas a verdade é que o tenho e gosto do carro, ou melhor... acho-lhe graça! De facto a filosofia da Alfa e da Citröen são completamente diferentes.

Lembro-me de ver na minha infância, no princípio dos anos 80, muitos "bocas-de-sapo". O parque automóvel era velho e era frequente avistar carros esquisitos e/ou diferentes, era o caso do “sapo”. Apesar de ser velho tinha de facto um espírito novo, aquelas linhas e aquelas inovações técnicas faziam dele um "cota" baril.

Os faróis direccionais, a suspensão hidropneumática, a direcção assistida, os travões assistidos, a caixa semi-automática, a injecção electrónica, o extremo conforto geral, a excelente pele dos bancos, exagero de cromados e o desenho (de um italiano Flaminio Bertoni!!!), são atributos que me fazem olhar para este carro com outros olhos, visto que saiu da fábrica no ano de 1969.
"Déesse" é deusa em francês e de facto em 1955, aquando do seu lançamento, o público ficou espantado com tamanha divindade e logo as encomendas superaram a produção. Foi sem dúvida um carro inovador e talvez por isso foi considerado o carro do Sec. XX. O “DS” estava para o mundo automóvel assim como o Concorde estava para o mundo aeronáutico, velozes, confortáveis, franceses e ambos rompiam com o tradicional... O que estava a dar era o "avant-garde", eram sem dúvida projectos de um futuro distante na presente realidade.

O meu exemplar é um DS 21 I.E. Pallas e foi pertença do director da Citröen em Portugal. O carro foi-lhe oferecido pela marca em 1969. Penso que tenha sido dos primeiros, senão o primeiro, de injecção a vir para o nosso país. O carro pouco andou, tem apenas 68500 Km, comprovados pelo livro de revisões e só lhe arranjei umas ferrugens e pintei-o recentemente, de resto está tudo igual, nunca lhe mexi nem na mecânica nem nos interiores.

Foi o carro que salvou o General Charles De Gaulle do atentado. Mesmo com um furo o carro portou-se muito bem e trouxe o presidente da França são e salvo.

Interiores:










Suspensão em cima e em baixo:











“Master Warning”, “Master Caution”!
A grande luz de “STOP” no centro do painel significa que se continuarmos a viagem pudemos ficar sem travões, sem direcção, sem caixa e sem suspensão. Problemas de hidráulicos, muito provável “Direct Law”!

O meu 1º ALFA



Com 18 anos tirei a carta e o meu pai ofereceu-se para me comprar um carrito tipo FIAT Uno ou outra coisa do género que havia na altura. Nem hesitei: por esses valores o que eu quero é um Alfa Romeo Junior! O meu pai até achou graça à ideia e assim comprei um 1750, que não era Junior, mas era o que eu tinha visto com os interiores mais do meu agrado. Sem saber acabei por ter um primeira série, carro mais raro e cotado, como carro do dia-a-dia.
Fiz tudo o que havia para fazer como um carro normal, enchia-o de amigos e ia sair à noite, namorei, viajei por esse país fora, fazia as mais loucas tristezas que um jovem podia fazer com um carro nas mãos, nunca me matei e nunca matei ninguém... por sorte.


Na altura não passava de um carro velho engraçado e que até andava bem. Sempre pensei que um dia o Alfa entregasse a alma ao criador e me deixasse a pé... nunca aconteceu, por muito que tenha "tentado". Acabei por o "restaurar" e tenho-o mantido muito bem, pelo menos faço por isso.


Como quase todos os carros desta idade já teve muitos donos e, como a curiosidade mata, resolvi saber quais foram. Fui à DGV e pedi o historial dos registos desta matrícula... ora aqui vai:
14/03/1969 - Mocar, Lda - Lisboa,
02/04/1969 - Roberto Fernandes - Estoril
10/10/1970 - Manuel Castro - Maia
19/01/1973 - João Cunha - Lisboa
31/10/1984 - Maria Cunha e Ruy Cunha - Porto
31/01/1984 - António Marques - Estarreja
16/12/1985 - Ismael Leite - Feira
09/06/1986 - Manuel Costa - Oliveira do Hospital
25/01/1989 - Vítor Caipira Lei - Lourosa
30/07/1991 - José de Oliveira e Sá - Porto
19/12/1994 - Miguel Bento - Porto

Em relação às especificações técnicas, o que posso realçar de extraordinário para a época é o seguinte: - travões de disco às 4 rodas - Bloco, cabeça e muitas outros componentes do motor em liga de alumínio - Duas árvores de cames à cabeça - Dois carburadores duplos Webber - Servofreio - Caixa sincronizada de 5 velocidades - Autoblocante - 1750 cc e 132 cv



Fotos: "Bright and Flash 1", "Racing Day", "Top Speed", "Face Lift", "Learning to Fly", "Italia tour" and "Bright and Flash 2".

quarta-feira, 29 de abril de 2009

1º ENCONTRO

5ª Feira
30 de Abril de 2009

Faremos este primeiro encontro no restaurante “Papagaio da Serafina” em Monsanto.
Chegada ao parque às 12H00 para aperitivos e vislumbre das “máquinas” de forma a começarmos o almoço às 13H00.

http://www.papagaiodaserafina.com/index.asp

Restaurante Papagaio da Serafina

Restaurante situado em Monsanto, rodeado de arvoredo, apresenta uma grande variedade de pratos. A cozinha tradicional é polvilhada de criatividade. O espaço convida a ficar mesmo depois da refeição. O estacionamento não falta, nem mesmo o ar, que aqui ainda parece puro, apesar de estar bem perto do centro da cidade. Tem ainda um parque de diversões, o que o torna ideal para levar os miúdos. E depois a qualidade da comida é garantida. Segredos que fazem de clientes, amigos.


Venha, participe e traga um amigo(a).
Se a METEO não ajudar, e caso não queira trazer o seu clássico, venha à mesma com seu carro normal o “repasto” espera-nos.