quinta-feira, 30 de abril de 2009

O meu 1º ALFA



Com 18 anos tirei a carta e o meu pai ofereceu-se para me comprar um carrito tipo FIAT Uno ou outra coisa do género que havia na altura. Nem hesitei: por esses valores o que eu quero é um Alfa Romeo Junior! O meu pai até achou graça à ideia e assim comprei um 1750, que não era Junior, mas era o que eu tinha visto com os interiores mais do meu agrado. Sem saber acabei por ter um primeira série, carro mais raro e cotado, como carro do dia-a-dia.
Fiz tudo o que havia para fazer como um carro normal, enchia-o de amigos e ia sair à noite, namorei, viajei por esse país fora, fazia as mais loucas tristezas que um jovem podia fazer com um carro nas mãos, nunca me matei e nunca matei ninguém... por sorte.


Na altura não passava de um carro velho engraçado e que até andava bem. Sempre pensei que um dia o Alfa entregasse a alma ao criador e me deixasse a pé... nunca aconteceu, por muito que tenha "tentado". Acabei por o "restaurar" e tenho-o mantido muito bem, pelo menos faço por isso.


Como quase todos os carros desta idade já teve muitos donos e, como a curiosidade mata, resolvi saber quais foram. Fui à DGV e pedi o historial dos registos desta matrícula... ora aqui vai:
14/03/1969 - Mocar, Lda - Lisboa,
02/04/1969 - Roberto Fernandes - Estoril
10/10/1970 - Manuel Castro - Maia
19/01/1973 - João Cunha - Lisboa
31/10/1984 - Maria Cunha e Ruy Cunha - Porto
31/01/1984 - António Marques - Estarreja
16/12/1985 - Ismael Leite - Feira
09/06/1986 - Manuel Costa - Oliveira do Hospital
25/01/1989 - Vítor Caipira Lei - Lourosa
30/07/1991 - José de Oliveira e Sá - Porto
19/12/1994 - Miguel Bento - Porto

Em relação às especificações técnicas, o que posso realçar de extraordinário para a época é o seguinte: - travões de disco às 4 rodas - Bloco, cabeça e muitas outros componentes do motor em liga de alumínio - Duas árvores de cames à cabeça - Dois carburadores duplos Webber - Servofreio - Caixa sincronizada de 5 velocidades - Autoblocante - 1750 cc e 132 cv



Fotos: "Bright and Flash 1", "Racing Day", "Top Speed", "Face Lift", "Learning to Fly", "Italia tour" and "Bright and Flash 2".

quarta-feira, 29 de abril de 2009

1º ENCONTRO

5ª Feira
30 de Abril de 2009

Faremos este primeiro encontro no restaurante “Papagaio da Serafina” em Monsanto.
Chegada ao parque às 12H00 para aperitivos e vislumbre das “máquinas” de forma a começarmos o almoço às 13H00.

http://www.papagaiodaserafina.com/index.asp

Restaurante Papagaio da Serafina

Restaurante situado em Monsanto, rodeado de arvoredo, apresenta uma grande variedade de pratos. A cozinha tradicional é polvilhada de criatividade. O espaço convida a ficar mesmo depois da refeição. O estacionamento não falta, nem mesmo o ar, que aqui ainda parece puro, apesar de estar bem perto do centro da cidade. Tem ainda um parque de diversões, o que o torna ideal para levar os miúdos. E depois a qualidade da comida é garantida. Segredos que fazem de clientes, amigos.


Venha, participe e traga um amigo(a).
Se a METEO não ajudar, e caso não queira trazer o seu clássico, venha à mesma com seu carro normal o “repasto” espera-nos.

MUSEU

A palavra vem do latim "museum", que por sua vez é derivado da Língua grega antiga "mouseion".
Na sua origem, um museu era um templo das musas, deusas da memória, filhas dela com Zeus. Mnemosine, a musa da memória, é filha de Gaia com Urano. Mais tarde, na época da Dinastia ptolemaica, Ptolemeu II Filadelfo mandou construir em Alexandria um edifício a que chamou "Museu". Estava dedicado ao desenvolvimento de todas as ciências e servia, além disso, para as tertúlias dos literatos e sábios que ali viviam, sob o patrocínio do Estado. Naquela instituição foi se formando, gradativamente, uma importante biblioteca.
Um museu é uma instituição de carácter permanente, administrado para interesse geral, com a finalidade de recolher, conservar, pesquisar e valorizar de diversas maneiras um conjunto de elementos de valor cultural e ambiental: colecções de objectos artísticos, históricos, científicos e técnicos.

Os museus são instituições especializadas, e, por isso, necessitam de mão-de-obra qualificada, como museólogos, restauradores e outros profissionais, capazes de manter a conservação do acervo. Ele é dirigido geralmente por um curador, quem tem uma equipe de funcionários que cuidam dos objectos e arranjam sua exposição.

Se atentarmos bem nestas palavras, verificamos que nós somos estes curadores. A expensas próprias mantemos viva a memória dos outros, restaurando e cuidando de um património que de outra forma estaria esquecido ou desfeito.