quarta-feira, 29 de abril de 2009

MUSEU

A palavra vem do latim "museum", que por sua vez é derivado da Língua grega antiga "mouseion".
Na sua origem, um museu era um templo das musas, deusas da memória, filhas dela com Zeus. Mnemosine, a musa da memória, é filha de Gaia com Urano. Mais tarde, na época da Dinastia ptolemaica, Ptolemeu II Filadelfo mandou construir em Alexandria um edifício a que chamou "Museu". Estava dedicado ao desenvolvimento de todas as ciências e servia, além disso, para as tertúlias dos literatos e sábios que ali viviam, sob o patrocínio do Estado. Naquela instituição foi se formando, gradativamente, uma importante biblioteca.
Um museu é uma instituição de carácter permanente, administrado para interesse geral, com a finalidade de recolher, conservar, pesquisar e valorizar de diversas maneiras um conjunto de elementos de valor cultural e ambiental: colecções de objectos artísticos, históricos, científicos e técnicos.

Os museus são instituições especializadas, e, por isso, necessitam de mão-de-obra qualificada, como museólogos, restauradores e outros profissionais, capazes de manter a conservação do acervo. Ele é dirigido geralmente por um curador, quem tem uma equipe de funcionários que cuidam dos objectos e arranjam sua exposição.

Se atentarmos bem nestas palavras, verificamos que nós somos estes curadores. A expensas próprias mantemos viva a memória dos outros, restaurando e cuidando de um património que de outra forma estaria esquecido ou desfeito.

Primeira reunião do C4:



Foi no passado dia 15 de Março que alguns “aviadores” se reuniram para traçarem os primeiros objectivos no clube. Numa deslocação à VI Automobilia Ibérica na Moita, iniciada no belo Convento dos Capuchos em Almada, demos início a um cortejo lento mas muito agradável. Inclusive fomos mandados parar pela GNR, uma vez que somos iguais aos outros que por ai andam, contudo não excedemos os limites de velocidade...lol. E assim nasceu, o que se pode considerar a nossa primeira reunião, conforme as fotos abaixo o comprovam:

Chevrolet Corvette Stingray 1975


Equipado com um motor V8 L-48 da GM, de 5,737 Cm³ e com 165 Cv de potência, faz com que a condução deste "Vette" seja tudo menos normal. Para os mais puristas pode parecer que o motor tem pouca potência, mas isto é fruto da grande crise de petróleo que se viveu nos 70's. As marcas americanas foram forçadas pelo governo de então a reduzir substancialmente os consumos de combustível. A GM encontrou esta solução no reacondicionamento dos seus motores com taxas de compressão mais baixas, reduzindo a sua potência.
As inovações introduzidas foram várias e extraordinárias para a época. Aparece com um novo distribuidor HEI (High Energy Ignition), catalizador, controle de emissão de gases de escape e é o primeiro “Vette” a mover-se com gasolina sem chumbo. Se a isto juntarmos travões de disco duplos com “power brakes” às quatro rodas e direcção assistida de série achamos que estamos na presença de qualquer exigência moderna, mas não,.... era assim em 1975.
Com um magnífico binário de 346 N.m @ 2400 rpm faz as delícias de quem o conduz. A posição do condutor é praticamente em cima do eixo traseiro, fazendo com que qualquer passeio "domingueiro" seja mais parecido com as 500 Milhas de Indianápolis.
1975 foi o último ano dos descapotáveis, a Chevrolet decidiu suspender a partir deste ano a sua produção só a retomando novamente em 1986, já com a quarta versão do Corvette.
É sem dúvida um clássico de respeito amado por muitos e odiado por outros, contudo ninguém fica indiferente à sua passagem. Parafraseando um perito americano, que tem por trabalho experimentar e avaliar estes carros:
“Não consigo conduzir este carro, sem primeiro deslizar as mãos sobre as curvas desta magnifica carroçaria que só se equipara a um modelo da 'Victoria's Secret'”.